domingo, 30 de outubro de 2011

Parabéns??

Dia 15 foi o dia dos professores e infelizmente eles não puderam comemorar, aqui em Minas eles lutaram para que as condições de trabalho melhorassem e que os salários fossem mais justos... No fim, a “justiça” determinou que a greve era abusiva e forçou os professores voltarem  às salas de aula.

Muita gente falava que a greve prejudicava os alunos, mas ninguém pensava na situação dos professores nas salas de aula superlotadas, com alunos que não querem aprender e cujos pais pensam que a educação é aprendida a escola. Que eu saiba educação vem do berço.

Pensando nisso, resolvi pesquisar na internet sobre os investimentos em educação no estado de Minas e no Brasil, o resultado? Não achei nada! Só aparecem dados irrelevantes, que não podem ser dados como verdade e parecem mais propaganda política. Ultimamente quem investe na educação são os pais, mas não era pro governo investir em educação?

Eu li isso mas não sei de que data é: Pesquisas na área educacional apontam que um terço dos brasileiros freqüentam diariamente a escola (professores e alunos). São mais de 2,5 milhões de professores e 53 milhões de estudantes matriculados em todos os níveis de ensino. Estes números apontam um crescimento no nível de escolaridade do povo brasileiro, fator considerado importante para a melhoria do nível de desenvolvimento de nosso país.” Precisamos de professores e eles precisam de salas de aulas com menos alunos, mas não quero dizer que não se deve ir à escola, mas sim de mais escolas.

Li isso também: “Programas de bolsa educação tem tirado milhares de crianças do trabalho infantil para ingressarem nos bancos escolares. Programas de Educação de Jovens e Adultos (EJAs) também tem favorecido este avanço educacional. Tudo isto, aliado a políticas de valorização dos professores, principalmente em regiões carentes, tem resultado nos dados positivos.” Isso pode ser em qualquer outro estado, mas em Minas não é.Nunca ouvi falar dessa bolsa educação, o EJA conheço em algumas escolas, mas valorização dos professores? Tenho certeza de que esse pedaço do texto foi tirado de uma piada, porque no Brasil isso não existe.

Olha: “Outro dado importante é a queda no índice de repetência escolar, que tem diminuído nos últimos anos. A repetência acaba tirando muitos jovens da escola, pois estes desistem. Este quadro tem mudado com reformas no sistema de ensino, que está valorizando cada vez mais o aluno e dando oportunidades de recuperação. As classes de aceleração também estão dando resultados positivos neste sentido.” Reformas no sistema de ensino significa: passe os aluno mesmo que eles nem saibam escrever o próprio nome. Fazem cinco anos que formei no Ensino Médio, desde minha quinta série eu vejo isso acontecer.

A LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), aprovada em 1996, trouxe um grande avanço no sistema de educação de nosso país. Esta lei visa tornar a escola um espaço de participação social, valorizando a democracia, o respeito, a pluralidade cultural e a formação do cidadão. A escola ganhou vida e mais significado para os estudantes.” Os professores bem que tentam...

“Estudo feito pela OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) mostra que o Brasil gasta 4,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação pública. Esta porcentagem está abaixo da média verificada nos países que pertencem à Organizaçao, que é de 4,9%. No ranking a França é a líder, com 5,61%, seguida do México (5,12%), Estados Unidos da América (5,02%), Coreia do Sul (4,79%), Grã-Bretanha (4,66%) e Espanha (4,33%). O trabalho mostra a grande distorção existente no Brasil quanto ao uso dos recursos governamentais. Enquanto em outras nações há um equilíbrio entre os investimentos nos três níveis de ensino, aqui os dados evidenciam que o custo anual por aluno é, respectivamente, de R$ 905,00 (fundamental), R$ 950,00 (médio) e R$ 11.480,00 (superior). Nos outros países a relação de recursos aplicados entre o ensino fundamental e superior é de 1,78 a 3,20%. No Brasil a relação é de 12,68%, isto é, o aluno do ensino superior público consome mais de doze vezes do que é gasto com o de ensino fundamental.” Teríamos uma educação de qualidade se o investimento fosse maior no ensino fundamental...

Brasil tem maior aumento de investimento em educação em oito anos entre 30 países

Investimento por aluno cresce 121% no Brasil de 2000 a 2008, segundo estudo da OCDE. Levantamento incluiu países ricos e algumas nações em desenvolvimento

São Paulo - O Brasil registrou o maior aumento no investimento por aluno em educação da educação infantil ao ensino médio, segundo relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O estudo divulgado nesta terça-feira (13) analisa dados de 30 países e mostra que houve aumento de 121% no Brasil.

dados mostram que o Brasil tem colocado a educação como prioridade nas despesas públicas. No total, as despesas com educação passaram 10,5% para 17,4% do total do orçamento estatal. É a terceira maior proporção encontrada no estudo, atrás apenas do México e da Nova Zelândia.” Será que o dinheiro é gastado corretamente? Investe-se muito no Ensino Superior, as federais estão sendo ampliadas, cursos técnicos estão surgindo, mas a base dos alunos é o ensino fundamental e médio... sem base os alunos não chegam preparados na hora do vestibular/Enem e acabam investindo em si mesmos, mas se as escolas públicas fossem de qualidade, não precisaríamos pagar um cursinho pré-vestibular...

“Falha no aprendizado mostra necessidade de mais investimento em educação pública

São Paulo - Os resultados de uma prova aplicada a estudantes dos três primeiros anos do ensino fundamental indicam diferenças regionais e discrepância entre os resultados de escolas públicas e privadas. A Prova ABC, aplicada a 6 mil alunos de escolas das 27 capitais, mostrou que há defasagem no aprendizado de estudantes em escolas públicas em comparação com as privadas, além de dificuldade maior com matemática em relação à leitura.

A prova é uma iniciativa conjunta entre o movimento Todos Pela Educação, o Instituto Paulo Montenegro/Ibope, a Fundação Cesgranrio e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) – vinculado ao Ministério da Educação. Alunos de escolas públicas alcançaram média de 175,8 pontos, enquanto os de unidades privadas ficaram com 216,7 pontos.

Para Priscila Cruz, diretora executiva do Todos pela Educação, os dados mostram que é preciso garantir a melhoria da aprendizagem nos anos iniciais. "Se não tivermos essa garantia de aprendizagem nos anos iniciais, a tarefa começa a ficar mais complicada para os anos seguintes", disse. "Precisamos superar e sair desse conformismo de que as realidades são diferentes. Toda criança tem o mesmo direito de aprender."

A diretora executiva do Instituto Paulo Montenegro/Ibope, Ana Lúcia Lima, destacou que estudos estatísticos sobre o processo educacional apontam que educação vem de casa e não é exclusividade da escola. Ela reforçou que a pesquisa mede habilidades de tratamento com letras e números, coisas que se desenvolvem na criança desde muito cedo.

"Uma criança que cresce em um ambiente letrado, onde ela tem livros, onde alguém lê histórias para ela e ela tem com quem brincar, os pais foram escolarizados e têm como contribuir com o aprendizado, (essa criança) já entra na escola com vantagens na comparação com uma criança que tem pais que não tiveram a oportunidade de se escolarizar", ressaltou Ana Lúcia.

Com base nos resultados da Prova ABC, o diretor de Avaliação da Educação Básica do Inep, João Horta, disse que prefeituras e sistemas municipais de ensino devem se esforçar para desenvolver a educação de uma forma diferente. Ele acredita que estudos como esse ajudam a mostrar como anda a educação no país.

Como o Ministério da Educação avalia estudantes apenas a partir do 5º ano do ensino fundamental, a prova complementa a Provinha Brasil, exame aplicado pelos próprios professores para identificar o desenvolvimento do trabalho em sala de aula. Por isso, os resultados não são divulgados.

Matemática de lado

Outros dados da pesquisa indicam que os estudantes apresentam, ao final do terceiro ano do ensino fundamental, mais dificuldades em matemática do que em leitura. Enquanto 42% dominam operações básicas como adição e subtração – resolvendo problemas com moedas – 56% têm o domínio adequado da leitura.

O resultado pode indicar os resultados da prioridade conferida à alfabetização por parte do poder público. "O diagnóstico tem que ser olhado com muito cuidado, e tem que servir para iluminar as nossas políticas. Em relação à matemática, é como se ele fosse um sinal laranja", avalia a secretária de Educação Básica do Ministério da Educação, Maria do Pilar Lacerda.

Apesar disso, os dados podem não ser tão positivos. Do total de alunos participantes, mais de 40% não têm o aprendizado em leitura esperado para esta fase, ou seja, que não dominam bem atividades como localizar informações em um texto ou o tema de uma narrativa. Em matemática, 57% teve desempenho abaixo do adequado.”

Enfim a verdade. Só eu enxergo isso? Eu sou inteligente demais? Ou o que? Só vi uma vez, um candidato falar que investiria em educação. Ouvi muitas pessoas dizendo que iriam votar nele, mas sabiam que ele não ia ganhar. Eu não conheço o Brasil inteiro, mas se eu ouvi muita gente falando isso, imagino quantas pessoas não fizeram o mesmo. E se elas pensassem que eleição NÃO SE VOTA EM QUEM VAI GANHAR E SIM NO QUE PROPÔS O MELHOR PARA SEU PAÍS, esse candidato tinha ganhado e poderíamos ver se era verdade.
Pra resumir o sermão. O Brasil, principalmente Minas Gerais, precisa de mais investimento em educação, isso é fato. Os professores não querem só salário melhor, mas sim condições de trabalho melhores, com menos alunos nas salas, mais escolas, etc. A população precisa ter a consciência de votar em candidatos que mostram a melhor proposta pra nosso país e não no candidato que vai ganhar. Quando as pessoas tiverem esse pensamento, o Brasil vai mudar para melhor. ACORDA BRASIL!! Assistam esses vídeos, descubram a verdade! Precisamos começar a pensar pra mudar esse país!



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